Avaliou-se, por meio de
microscopia óptica, a quantidade de desgaste após a microabrasão do esmalte
humano com diferentes formulações e número de aplicações empregando molares
humanos hígidos extraídos. Foram determinados 5 grupos de 30 espécimes, nos
quais foi aplicado um dos seguintes materiais em 3 condições (5, 10 e 15
aplicações): grupo 1) ácido clorídrico a 18 por cento, grupo 2) ácido clorídrico
a 18 por cento + p edra-pomes, grupo 3) (R) Prema Compound, grupo 4) ácido fosfórico
a 37 por cento e grupo 5) ácido fosfórico a 37 por cento + pedra-pomes. Após
o tratamento, os espécimes eram polidos com discos Sof-Lex. Os dados foram
analisados estatisticamente pela análise de variância a dois critérios e
teste de Tukey, que apontou diferença estatisticamente significante entre os
materiais e número de aplicações, sendo que o ácido clorídrico a 18 por
cento + pedra-pomes promoveu o maior desgaste, seguido em ordem decrescente
pelos grupos 1, 5, 4 e 3. Os resultados sugerem um bom desempenho dos compostos
abrasivos, porém a técnica de microabrasão empregando ácido fosfórico
associado à pedra-pomes parece ser a opção mais adequada devido às características
favoráveis e menos agressivas deste material. Rev. Fac. odontol. Bauru;7(1/2):35-40,
jan.-jun. 1999