O controle de infecção
cruzada em consultórios odontológicos inclui cuidados especiais com as
seringas tríplices. Os autores pesquisaram a intensidade de contaminação pela
microbiota bucal, de pontas de seringas tríplices usadas no atendimento a
pacientes de Dentística Restauradora. Cinqüenta pontas descartáveis
(Riskcontrol, Injecta Prod. Odontológicos) foram avaliadas: 10, imediatamente
após abertura da embalagem; 30, após o uso em pacientes; e 10, após o uso e a
desinfecção com álcool etílico 70 por cento P/V, friccionado por um minuto.
Em câmara de fluxo laminar, as pontas foram "roladas" sobre a superfície
de Tryptic Soy Agar, suplementado com 5 por cento de sangue desfibrinado de
carneiro. Após 96 horas de incubação anaeróbia, foi feita avaliação da
quantidade de unidades formadoras de colônias (ufc) desenvolvidas. Confirmando
a informação do fabricante, as pontas estavam estéreis quando retiradas da
embalagem. Em todas as pontas usadas em pacientes, observou-se um número incontável
de ufc (maior que 300), revelando intensa contaminaçäo. Nas pontas usadas e
desinfetadas com álcool etílico 70 por cento P/V, verificou-se apreciável
reduçäo na contagem de colônias (1 a 100 ufc), mas incompatível com a
segurança biológica. Os resultados sugerem, como condição ideal, o uso de
pontas descartáveis nas seringas tríplices. Pesqui. odontol.
bras;14(3):243-7, jul.-set. 2000