Ansiedade dentária é o traço de ansiedade relacionado a situação de
tratamento dentário, podendo ser mensurada através do instrumento psicométrico Escala
de Ansiedade Dentária (EAD) que é uma versão da Dental Anxiety Scale (DAS), vide o meu
artigo "Ansiedade e dor em Odontologia - Enfoque psicofisiopatológico" -
Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas - 1995 - 49 (4) ; 285-290.
Os pacientes que apresentam pontuação igual ou superior a
15 pontos na EAD apresentam um quadro de ansiedade dentária exacerbada. A incidência de
pacientes que apresentam ansiedade dentária exacerbada se situa na faixa dos 8 % da
população.
Estes pacientes vivenciam um maior desconforto (esperam
sentir mais dor e se sentem mais ansiosos) durante o tratamento odontológico que aqueles
com baixo nível de ansiedade.
Existem três fatores que podem desencadear o processo da
ansiedade dentária:
novidade
incerteza
expectativa
Experiências novas provocam desconforto uma vez que há a
necessidade de se adaptar a nova situação; o desconhecido não é agradável para o ser
humano; e com relação a expectativa, esta provoca um aumento do nível de ansiedade
fechando assim o círculo destes três fatores.
Cabe ao CD sempre levar em consideração o nível de
ansiedade do paciente que se por um lado não impossibilita o tratamento odontológico por
outro lado traz ao paciente desconforto, podendo inclusive trazer seqüelas de difícil
resolução, quer sejam físicas ou psíquicas.
A utilização das manobras abaixo descritas podem
contribuir para minimizar o desconforto e a dor causados pelo tratamento odontológico: